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Zine de Pão

Caderno de notas sobre farinhas, leveduras e temperaturas

Zine de Pão

Caderno de notas sobre farinhas, leveduras e temperaturas

02.Out.17

Novo começo

Está a chegar o Outono e com ele costumam vir tempos de mudança. É o meu caso. Por entendimento mútuo, decidi deixar o desafio que me trouxe para Portugal.  

O que virá agora? Passa invariavelmente por voltar para a Suécia ou por ficar cá a fazer algo pelo pão.

As boas notícias é que a curto prazo comprometi-me com o dar aulas na Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, algo que me dá muito gozo mesmo - saber que podemos "guiar" uma nova geração de cozinheiros no caminho certo no que toca a pão e quiçá conquistar um ou dois para a padaria. O meu objectivo é conquistar todos. Quero muito continuar a ajudar-vos a fazer pão em casa, e por isso também estou a planear algumas workshops para o Porto e Lisboa.

A médio prazo...

O panorama português está diferente do que estava quando me comecei a interessar por pão. As pessoas percebem que há uma maneira diferente de fazer pão e reconhecem-lhe valor. Temos moleiros que estão a ganhar voz e a querer fazer coisas muito interessantes, por exemplo: tive oportunidade de trabalhar com uma farinha 100% nacional (cultivada na Arruda dos Vinhos e moída em Alenquer pelo Paulo Horta) que me fez acreditar que as coisas estão a mudar para melhor. Graças "aos" Diogos Amorim, aos Mários Rolandos da vida e outros que me estou a esquecer (perdoem-me), as pessoas já provaram bom pão. Nós viajamos mais e vemos outras realidades, outras padarias, outros pães... e aí ainda não chegámos lá. "Ó Sebastião, mas que estás para aí a dizer?"

A médio prazo... faz falta em Lisboa um espaço com bom pão, boa viennoiserie, com uma influência internacional mas com os pés assentes em Portugal, um espaço onde se possa celebrar, comunicar e ensinar "pão". Talvez a médio prazo, talvez...

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